domingo, 28 de junho de 2015

Uma carta aberta aos pastores - sobre o casamento gay nos EUA




A Suprema Corte neste país [EUA] promulgou seu julgamento. As manchetes informam que um pouco mais da metade dos juízes da Suprema Corte consideram a liberdade de orientação sexual, um direito para todos os americanos. Esta troca de valores não aparece como uma surpresa para nós. Já sabemos que o deus deste século cega as mentes daqueles que não acreditam (2 Cor. 4:4). O dia 26 de junho de 2015 fica como um marco americano de demonstração desta antiga realidade.

Nos próximos dias, irão esperar de você, como um pastor, que forneça comentários sensatos e conforto para o seu rebanho. Este é um momento crítico para os pastores, e surge como um lembrete de que uma formação adequada é crucial para um pastor. Estou escrevendo esta mensagem curta como de um pastor para outro. Os meios de comunicação estão cheios de atualizações, e eu não preciso juntar a minha voz nessa briga. Em vez disso, eu quero ajudá-lo a pastorear sua igreja nesse momento confuso. Além dos artigos úteis no blog Preaching and Preachers, eu também quero transmitir os pensamentos abaixo que, creio eu, vão ajudar a enquadrar a questão de uma maneira bíblica.

1 – Nenhum tribunal humano tem a autoridade de redefinir o casamento, e o veredicto de ontem não muda a realidade do casamento que foi ordenado por Deus. Deus não foi derrotado nesta decisão, e todos os casamentos serão julgados de acordo com fundamentos bíblicos no Ultimo Dia. Nada irá prevalecer contra Ele (Provérbios 21:30) e nada vai impedir o avanço de Seu Reino (Dan 4:35).

2 – A Palavra de Deus pronunciou seu julgamento sobre toda nação que redefiniu o mal como o bem, a escuridão como a luz, e o amargo como o doce (Isaías 5:20). Como uma nação, os EUA continuam a colocar-se na mira do julgamento. Como proclamador da verdade, você é responsável por nunca comprometer estas questões. De todas as maneiras, você deve se manter firme.

3 – Esta decisão prova que estamos claramente em minoria, e que somos um povo separado (1 Pedro 2: 9-11; Tito 2:14). Como escrevi no livro “Why Government Can’t Save You”, as normas que moldaram a cultura ocidental e a sociedade americana deram lugar ao ateísmo prático e ao relativismo moral. Esta decisão simplesmente acelerou a taxa de declínio dos mesmos. A moralidade de um país nunca vai ser mais alta que a moralidade de seus cidadãos, e sabemos que a maioria dos americanos não têm uma cosmovisão bíblica.

4 – A liberdade religiosa não é prometida na Bíblia. Na América, a Igreja de Jesus Cristo tem desfrutado de uma liberdade sem precedentes. Isso está mudando, e a nova norma pode, na verdade, incluir a perseguição (o que será algo novo para nós). Nunca houve um momento mais importante para homens talentosos ajudarem a liderar a igreja ao lidar, de forma competente, com a espada do Espírito (Efésios 6:17).

5 – O casamento não é o campo de batalha final, e os nossos inimigos não são os homens e mulheres que procuram destruí-lo (2 Coríntios 10:4). O campo de batalha é o Evangelho. Tenha cuidado para não substituir a paciência, o amor e a oração por amargura, ódio, e política. A medida que você guiar cuidadosamente seu rebanho afastando-o das armadilhas perigosas que aparecem à frente, lembre-os do imenso poder do perdão por meio da cruz de Cristo.

6 – Romanos 1 identifica claramente a evidência da ira de Deus sobre uma nação: a imoralidade sexual seguida da imoralidade homossexual culminando em uma disposição mental reprovável. Esta etapa mais recente nos lembra que a ira de Deus veio na íntegra. Vemos agora mentes reprováveis em todos os níveis de liderança – no Supremo Tribunal Federal, na Presidência, nos gabinetes, na legislatura, na imprensa e cultura. Se o diagnóstico da nossa sociedade está de acordo com Romanos 1, então, também devemos seguir a receita encontrada em Romanos 1 – não devemos nos envergonhar do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação! Neste dia, é nosso dever divino fortalecer a igreja, as famílias, e testemunhar o evangelho ao tirar os absurdos pragmáticos que distraem a igreja de sua missão ordenada por Deus. Homossexuais (como todos os outros pecadores) necessitam ser avisados do juízo eterno iminente e precisam ter o perdão, a graça e a nova vida, amorosamente oferecidos através do arrependimento e da fé no Senhor Jesus Cristo.

Em última análise, a maior contribuição ao seu povo será a de mostrar paciência e uma confiança inabalável na soberania de Deus, no Senhorio de Jesus Cristo, e na autoridade das Escrituras. Mire seus olhos no Salvador, e lembre-os de que quando Ele voltar, tudo será corrigido.

Estamos orando para que você proclame firmemente a verdade, e que se posicione de maneira inabalável em Cristo.



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Autor: John MacArthur
Fonte: The Master's Seminary

Tradução: Olhai e Vivei
Via: Revista Monergista  Copiado de ## Bereanos



Pregando o Evangelho dos Evangelhos!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

CUIDADOS A TER COM O PÚLPITO


No púlpito está a grande força da igreja, pois é dele que o ministro prega e ensina a Palavra de Deus, com o objetivo de aperfeiçoar os santos e salvar os perdidos.

Qualquer distorção ou enfraquecimento desse objetivo é uma derrota para a igreja, e o diabo sabe disso; portanto, é importante que o pastor tenha cuidado com o púlpito e no púlpito.
As tentações mais comuns que sofre o ministro em relação ao púlpito são:
(a) - A auto-exaltação - O ministro é tentado a achar-se um grande pregador ou ensinador.

Certo pastor descia do púlpito, depois de pregar, e um irmão lhe disse:
- "O senhor pregou maravilhosamente."
O pastor respondeu:
- "O diabo me disse isso, lá no púlpito."
Tenha cuidado com a auto-exaltação, Rm 12.16; Pv 13.10; 16.18; l Pd 5.5.
(b) Confiança em sua capacidade - O ministro passa a depender muito de sua capacidade, habilidade e eloquência, ao invés de depender do Espírito Santo, Jo 3.27; 15.5; 16.5-11; 2 Co 3.5; At 33.

(c) - Pregar a Palavra de Deus sem que ela seja uma realidade em sua própria vida, 2 Ts 3.9; l Tm 4.12; Tt 2.7; Tg 2.12.
(d) - Mentir ou exagerar quando está contando uma ilustração ou estória, Ef 4.25; Pv 12.19.

(e) - Falar aquilo que as pessoas querem ouvir ao invés de obedecer ao Espírito Santo, At 4.20.
(f) - Manipular os seus ouvintes com estórias e ilustrações emocionantes.

(g) - Usar o púlpito como martelo, para descarregar suas frustrações e nervosismos.
(h) - Relaxar na preparação da mensagem da Palavra por preguiça e desculpar-se de que o Espírito dá a mensagem At 17.11; Rm 15.4; l Tm 4.13-15; Sl 1.2.

Fonte: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/2015/05/escola-biblica-dominical-igreja.html
Pregando o Evangelho dos Evangelhos!

terça-feira, 9 de junho de 2015

O Dia do Pastor e o Culto à personalidade



“Desde jangais da África, desertos da Arábia, até ao frenesi das grandes metrópoles, adoradores podem ser encontrados aos bilhões, ora prostrando-se diante de uma vaca sagrada, de algum amuleto, ou altar, ora diante de algum líder religioso ou guru. O interessante é que, quando o ser humano não adora em espírito e verdade (Jo 4:23,24), ele corre o risco de procurar ser adorado.”
Sempre foi assim. O lado fraco busca algo palpável e sobrenatural para adorar (até o povo hebreu, quando do Êxodo, ao ficar um tempo sem receber sinais divinos construiu para si um bezerro de ouro) e o lado forte (manipulador) busca ser venerado ao perceber a fraqueza do outro. Basta desviar-se do verdadeiro alvo para algum discípulo de Cristo sentir-se mais importante do que o próprio Cristo. Cedem seus corações à bajulação. Enquanto escrevo essas palavras, infelizmente, vejo numerosos exemplos de pastores e celebridades gospel que se encaixam neste tipo de culto, quando, na verdade, deveriam agir como Sadu Sundar Singh, o místico da Índia, o apóstolo dos pés sangrentos, quem, ao chegar a uma vila e ser perguntado se seria ele Jesus Cristo, respondeu: “Não, é claro que não. Eu sou apenas o jumento de Jesus”.
( Extraído do livro "Evangélicos em Crise" do pr. Paulo Romeiro)

AINDA SOBRE O CULTO À PERSONALIDADE DISSE J.C. RYLE: "Os melhores homens não passam de homens, mesmo em seus melhores momentos. Os patriarcas, os profetas e os apóstolos — os mártires, os pais da igreja, os reformadores, os puritanos — todos são meros pecadores, que precisam do Salvador — santos, úteis, dignos de honra em seus respectivos lugares, mas apenas pecadores, e nada mais. Nunca podemos permitir que eles sejam interpostos entre nós e Cristo."

Depois desse texto alguém questionaria: Se os médicos têm um dia, os psicólogos, sociólogos, engenheiros, etc, também têm um dia..... que mal tem a existência do dia do pastor?

A minha resposta seria: Os pastores querem um dia de comemoração ou um dia para ser cultuado como deuses?
O problema do Dia do Pastor não está na instituição de tal dia, mas na comemoração dos tais dias. Se for para ir cultuar um homem não adianta nem sair de casa para a igreja.

Em Cristo,
Xavier Campos Joaquim



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