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(Foto:REUTERS/Kimberly White) |
Faltando apenas seis meses para as eleições, o presidente dos Estados Unidos declarou “que os casais de mesmo sexo devem ser capazes de se casar”. O anúncio veio depois que o vice-presidente, Joe Biden, disse se sentir "confortável" com o casamento entre pessoas do mesmo sexo e do secretário de Educação, Arne Duncan, apoiar explicitamente essas uniões.
Cristãos
de várias partes do país e do mundo criticaram a postura do presidente,
que também se declara cristão evangélico, acreditando que isso vai
contra os ensinamentos da Bíblia.
Para o cristão Kevin DeYoung, os
cristãos não devem ficar calados e muito menos desistir da causa pela
proteção do casamento entre homem e mulher.
Young diz que pode
haver a tentação de pensar “Não vale a pena ficar nessa batalha” ou “Não
temos que mudar nossa posição pessoal. Vamos continuar falando a
verdade e defender a Bíblia em nossas igrejas, mas ir nas praças
públicas para falar do casamento gay é contra-produtivo. É perda de
tempo.”
Entretanto, o líder cristão aponta para várias razões de
por que os cristãos devem continuar a oporem-se publicamente contra o
casamento homossexual.
Primeiramente,
falando dos Estados Unidos quando há a questão do casamento gay é posta
em votação, a maioria vota para o casamento tradicional. Até o momento
30 estados americanos já definiram constitucionalmente o casamento como
entre homem e mulher.
Em segundo lugar, ele diz que a promoção e o
reconhecimento legal das uniões homossexuais não é do interesse do bem
comum.
Segundo ele, a sociedade que diz que a definição de sexo e a
unidade da família é opção dela própria, não é uma sociedade que serve
seus filhos, suas mulheres, ou seu próprio bem-estar à longo prazo.
A
outra razão é que o casamento não é simplesmente um termo usado para
descrever os "relacionamentos preciosos" para as pessoas. Mas a palavra
tem um significado ao longo da história, que é “mais que união de
coração e mentes, é união de corpo”.
“Casamento, citando um
conjunto de estudiosos, é ‘uma união abrangente de duas pessoas
sexualmente complementares que completam sua relação pelo ato generativo
por sua natureza cumprido pela concepção de uma criança”, disse ele.
Segundo
ele, permitir a legalização do casamento gay também normaliza o que é
ainda considerado um comportamento desviante. “Em nossa época de
hiper-tolerância tentamos evitar estigmas, mas estigmas podem ser uma
expressão de verdade comum. Quem sabe quantas coisas pecaminosas
estúpidas evitamos de fazer porque sabíamos que não seriam aprovadas por
nossos companheiros de igreja e nossa comunidade que consideraria
vergonhosas”.
Young alerta para que as pessoas não sejam
inoscentes pensando que um compromisso “livre-trânsito” será apreciado
por todos se os cristãos conservadores deixarem de ser tão “dogmáticos”.
Ele
prevê que o próximo passo de rendição ao desistir de lutar pelo
casamento tradicional será a conquista, sugerindo que a pressão cultura não irá parar com apenas permitir casamento entre homossexuais, mas isso irá até se aceitar e celebrar que a homossexualidade é um dos grandes presentes da Diversidade.
“O objetivo não é chegar a diferentes expressões de casamento, mas é uma eliminação de todas as definições completamente”.